<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-989629154941193519</id><updated>2012-02-16T14:49:48.347-08:00</updated><category term='Marcos Torrigo'/><category term='desenvolvimento insustentável'/><category term='degradação planetária'/><category term='A Odisséia da Vida'/><title type='text'>Pensamento Verde</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://blogpensamentoverde.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/989629154941193519/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpensamentoverde.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>V----V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04175752784975827278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Nfbms6DEnZo/SgXZ1aiHNoI/AAAAAAAAAEA/lz4uIrc-4es/S220/cardstrigoi-frente.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>2</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-989629154941193519.post-8802194937117826859</id><published>2011-09-26T07:53:00.000-07:00</published><updated>2011-09-26T08:00:18.396-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desenvolvimento insustentável'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='degradação planetária'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcos Torrigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Odisséia da Vida'/><title type='text'>A odisséia da Vida O desenvolvimento insustentável e a degradação planetária [um texto de Marcos Torrigo]</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivemos um momento único na trajetória humana no planeta. Com o desenvolvimento tecnológico e o avanço da ciência, houve intenso crescimento populacional e também o aumento da expectativa de vida . Entretanto, isso defronta a humanidade com alguns desafios à sua sobrevivência, bem como a da biodiversidade do planeta. Segundo especialistas, já estaria em curso uma extinção em massa de diversas espécies por conta da ação humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante desse cenário, uma questão ética se sobrepõe: é justo que, devido ao nosso consumismo, nossas máquinas, construções e dejetos tóxicos, deixemos de conviver com tigres, leões e jaguares selvagens? Devemos abrir mão da beleza das florestas, flores raras e plantas medicinais? Carregaremos na consciência a responsabilidade pelo ocaso das sociedades tradicionais, aborígenes, índios e inuítes que estão completamente associados à natureza que os cerca? Queremos viver num mundo assim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pressão que exercemos é gigantesca, pois já consumimos em um ritmo maior do que a capacidade de o planeta gerar recursos. Também ocupamos vorazmente a superfície terrestre com nossas estradas, cidades, plantações e pastagens. Aliás, para onde você acha que vai o óleo de cozinha, o detergente, o amaciante e demais produtos químicos que utilizamos em nosso dia a dia? O destino são os rios e oceanos, ou seja, jogamos nosso lixo na casa de outros seres vivos. Isso sem contar com o plástico e seus efeitos nocivos na vida dos animais, os quais morrem aos milhares simplesmente porque alguém prefere as sacolinhas plásticas às sacolas de pano das nossas avós. Esses são somente alguns exemplos para demonstrar o peso das nossas ações sobre o planeta.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há alternativas tecnológicas que podem ser utilizadas para garantir um desenvolvimento sustentável. Entretanto, ainda não o são ou por comodismo ou por ferirem interesses financeiros questionáveis, apoiados em premissas errôneas e concepções ideológicas ultrapassadas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto escrevo estas linhas um sabiá pousa nas árvores do meu jardim e canta. Será que meu sobrinho quanto tiver a minha idade terá este singelo prazer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A visão de mundo, predominantemente pautada pelo cristianismo e cartesianismo, concebe o ser humano apartado da natureza. Infelizmente, trazemos isso como um meme, praticamente um programa mental, que norteia as nossas ações e concepções de mundo. O sociólogo francês Edgar Morin, em entrevista à Guitta Pessis-Pasternak que consta do livro Do Caos à Inteligência Artificial, aponta que os postulados cartesianos são norteados pela “divisão entre sujeito e objeto, entre a natureza e o homem que deve dominá-la”. Pessis-Pasternak indaga Morin se a busca por dominar a natureza não seria uma projeção do monoteísmo ocidental. Ele concorda e ainda vai mais longe, demonstrando como essa concepção não tem sentido, uma vez que não estamos no centro do universo, mas na periferia. Além disso, nos compara a aprendizes de feiticeiro ao tentarmos dominar a natureza e o nosso planeta. Para Morin, é impossível separar o ser vivo do seu ecossistema, o indivíduo de sua sociedade, o sujeito do objeto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A concepção de mundo que separou o ser humano da natureza fundamentou a conquista da América pelos europeus e a submissão dos povos indígenas. Tendo como base uma proposta evangelizadora e eurocêntrica, os índios foram rotulados como “selvagens” e “bárbaros”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claude Lévi–Strauss, no prefácio ao livro de Marcell Mauss, &amp;nbsp;Ensaio sobre a dádiva, entretanto, pondera a inigualável e admirável capacidade dos americanos nativos em utilizar as potencialidades do novo meio natural, domesticando animais e plantas. Por exemplo, descobriram como incorporar à sua dieta a mandioca brava, um tubérculo letal em sua origem, neutralizando sua toxicidade. Além disso, europeus aprenderam a usar o tabaco, a batata, o tomate, o cacau, o milho, o amendoim, a borracha e várias outras espécies com os americanos nativos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podemos ampliar a descrição de Lévi-Strauss ao lembrarmos do yage (ayahuasca, &amp;nbsp;daime e outras denominações), cujo preparo demanda a mistura de diferentes plantas, revelando sua complexidade de elaboração e, consequentemente, alto grau de conhecimento dos recursos naturais. Paralelamente, pode-se destacar a domesticação dos camelídeos, como a alpaca e a lhama, em larga escala nos Andes. Por seu turno, os maias desenvolveram um calendário mais preciso do que o europeu e criaram o conceito de zero, que Lévi-Strauss nos esclarece ter sido descoberto pelo menos meio milênio antes dos indianos, sendo posteriormente levado pelos árabes à Europa. Isso sem contar com as contribuições culturais dos povos nativos às artes, à religião e à organização social. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desumanizar o outro e a sua cultura, assim como estabelecer de forma etnocêntrica valores dominantes como padrão, é um grave erro em todos os sentidos. Ao privar a humanidade de conviver com culturas variadas e as suas infinitas respostas ao desafio da existência, essa massificação é nefasta, embora infelizmente ainda se faça presente em diversas culturas e nações, dentre as quais podemos destacar o Brasil atual. Nosso país, como sabemos, tem condições privilegiadas em relação aos recursos naturais, porém lamentavelmente este ano de 2011 pode entrar para história brasileira e mundial como um dos mais trágicos. Em nome de um projeto de desenvolvimento ultrapassado que beneficia interesses estrangeiros, algumas poucas empresas privadas e interesses políticos duvidosos, será liberada a destruição das florestas numa área de quase duas vezes o tamanho do estado de São Paulo – 420 mil km2 – caso seja aprovado o projeto que prevê a reformulação do Código Florestal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A decisão para tal, em vez de ter levado em conta a opinião de cientistas, técnicos e especialistas, as modificações propostas foram feitas por políticos de forma atabalhoada e sem base. O resultado disso é que as maiores entidades científicas do país condenaram as alterações, e a própria ONU, por meio do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change), alertou para os riscos trazidos pela nova proposta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentre os problemas apontados, o novo código possibilita a utilização de topos e encostas de morros. O leitor lembrará os episódios recentes dos desabamentos nas regiões serranas do Rio de Janeiro, as mortes e prejuízos financeiros decorrentes. As matas ciliares que protegem os rios também serão atingidas, aumentando a exposição à erosão e consequente falta de água, o que é um contrassenso na atual conjuntura mundial que já antevê escassez dos recursos hídricos. Muitos especialistas apostam que as guerras de hoje por petróleo serão substituídas por guerras por água.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em suma, as mudanças no Código Florestal vão permitir uma maior ocupação da terra, em especial da Amazônia. Na lógica gananciosa e sem fundamentos, isso aumentaria a capacidade de produção de grãos e a sua consequente exportação. O eixo de criação de gado migra para Amazônia, promovendo uma gigantesca devastação. A partir daí, será uma questão de tempo para a tomada do espaço pela soja, a mineração e, claro, a ocupação humana e obras infraestruturais subsequentes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A demanda mundial por comida é gigantesca, especialmente nos países populosos como a China. O Brasil tem condições de ser o maior produtor de alimentos do mundo, mas sem água e sem os cuidados básicos com o manejo do seu ambiente essa conquista fica cada vez mais distante, além de trazer riscos de diversas naturezas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uma questão geopolítica importante, mas que não tem recebido acompanhamento que lhe é devido pela mídia. A China desbancou os Estados Unidos e é atualmente o maior parceiro comercial do Brasil. É evidente a afinidade ideológica com o governo e, pelo visto, sua “matriz de desenvolvimento” também serve de (mau) exemplo. A China tem comprado vastas extensões de terra no Brasil e na América Latina e, quando não age diretamente, financia agricultores locais. O Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada –, em seu relatório “As Relações Bilaterais Brasil-China: A Ascensão da China no Sistema Mundial e os Desafios para o Brasil”, salienta que as relações com a China constituem &amp;nbsp;oportunidades, entretanto podem ser ameaçadoras a longo prazo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse documento, o economista do Ipea, Eduardo Costa Pinto, traz afirmações também apontadas por especialistas consultados pelo jornal norte-americano The New York Times em reportagem na qual define a relação comercial entre Brasil e China de “neocolonial”, na qual cabe ao Brasil o papel de colônia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os dados do Ipea apontam como foco das exportações brasileiras o mercado de commodities. É fácil observar que importamos produtos industrializados e exportamos matérias-primas. Limitar as exportações brasileiras às commodities agropecuárias e minerais não representa uma opção interessante, uma vez que fragiliza a posição do país caso ocorra exaustão destes recursos. Logicamente, como os produtos industrializados têm maior valor agregado e empregam mais pessoas para o processo de fabricação, há o estimulo à maior capacitação técnica. E o mais alarmante é perceber que a economia brasileira está cada vez mais dependente da China, já que o país asiático tem investido bilhões no setor energético brasileiro, também buscando o controle das operações, o que fere a soberania nacional.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda no mesmo relatório do Ipea, outra informação também repercutida pelo The New York Times dá conta de que os chineses têm comprado empresas brasileiras ou a elas têm se associado para assim garantir as exportações com o interesse evidente nos recursos naturais brasileiros.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo informação publicada no site da Presidência da República, “a China já superou os Estados Unidos como maior parceiro comercial do Brasil, com um movimento de 56 bilhões de dólares em 2010, o que é 25 vezes mais do que em 2000”. Ainda segundo a página da internet, em matéria sobre projeto de construção de estradas: “Hoje o Brasil tem três alternativas para chegar ao Pacífico e levar seus produtos à Ásia: sair dos portos brasileiros e contornar o continente em direção à complicada passagem do Estreito de Magalhães, na Patagônia, Chile; contornar o continente em direção ao norte e atravessar o Canal do Panamá; ou utilizar o corredor interoceânico já existente entre Buenos Aires, na Argentina, e o porto de Valparaíso, no Chile”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As obras feitas com o dinheiro brasileiro utilizam a matriz rodoviária, iniciativa questionável ao considerarmos seus altos custos de implementação, além da poluição gerada pelo seu uso. Talvez uma matriz ferroviária bem estruturada atendesse melhor as necessidades de transporte de mercadorias. Por outro lado, há projetos de hidrovias associadas a muitas hidrelétricas na região amazônica. A Usina de Belo Monte é uma delas e visa a fornecer energia elétrica a mineradoras e a outros projetos na região.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por qual motivo esses megaprojetos não estão estampados nas páginas de todos os jornais, abordando seus impactos ambientais altíssimos e o gigantesco custo financeiro? Já que vivemos em um país democrático, o governo não deveria consultar a sociedade?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, nessa conjuntura, as comunidades nativas não são respeitadas, tampouco o habitante das cidades que vê seu dinheiro sendo usado na construção de hidrelétricas, hidrovias, portos, estradas e mais uma infinidade de obras sem um planejamento de longo prazo. Como resultado desse conjunto de iniciativas atropeladas desde sua concepção, não desenvolvemos as nossas reais capacidades e vocações, já que apenas copiamos uma matriz de desenvolvimento antiquada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imaginem quantos segredos a maior floresta do mundo abriga. Tal qual fizeram os povos nativos no passado, que se beneficiavam de uma relação estreita com a natureza, poderíamos descobrir plantas com propriedades terapêuticas e com potencial para colocar o Brasil na vanguarda de uma nova medicina. De acordo com dados do Ibama, cerca de 20 mil extratos de plantas nativas indispensáveis à fabricação de remédios saem por ano ilegalmente do Brasil para ser empregados na fabricação de medicamentos e cujo mercado mundial alcança valores de US$ 400 bilhões ao ano. Vale lembrar que o Brasil é o país com a maior biodiversidade no mundo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, não podemos excluir a importância da natureza e suas florestas em relação às mudanças climáticas globais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A natureza presta inúmeros serviços gratuitos e “invisíveis”, os quais acabamos não dando atenção porque estamos acostumados a eles. O ar que respiramos, a água que bebemos, controle de enchentes e desabamentos, polinização (sem abelhas a fome do mundo aumentaria) e vários outros.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caso do Brasil, o climatologista Antônio Nobre salienta que a floresta amazônica impede que o país se transforme num deserto. Ela produz gotículas de água que são levadas pelos ventos como rios aéreos. Uma das causas do desequilíbrio ambiental no mundo é justamente o seu comprometimento. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A importância econômica da natureza motivou, inclusive, um estudo profundo chefiado pelo economista sênior do Deutsche Bank Pavan Sukhdev "A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade". &amp;nbsp;Nele, é comprovado o óbvio: que é muitíssimo mais barato a natureza cuidar de alguns processos vitais ao invés de nós humanos nos incumbirmos de criar mecanismos próprios para tal.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais um texto importante de Morin, “Os sete saberes necessários à educação do futuro”, aborda que nossa atual “Condição Planetária” se tornou possível com a internet e a comunicação de massa, embora o fenômeno tenha origem nas grandes navegações. Isso gera o desafio da informação, hoje em dia em quantidades gigantes, e o que fazer com ela, já que a educação formal não contempla essa avalanche de dados.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele alerta para os crescentes riscos aos quais a humanidade está exposta: a ameaça ecológica e a degradação da vida planetária. Urge, assim, a necessidade não só de se conhecer profundamente essas questões, mas descobrir soluções por meio de uma consciência planetária. Isso não é uma tarefa fácil, pois envolve processos sociais, econômicos e ideológicos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Interligados e complexos, esses problemas estão inter-relacionados, da mesma forma que o fenômeno da escassez de alimentos está diretamente relacionado à questão ecológica. E com esse raciocínio o autor reforça que a humanidade é agora uma comunidade de destino comum.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Morin também aborda que aquilo que denomina de “antropo-ético”, ou seja, a capacidade de o ser humano desenvolver a ética, a responsabilidade e a autonomia pessoal, em complemento à participação social essencial à união do gênero humano, uma vez que temos um destino comum. A democracia é fundamental nesse processo, já que permite a alternância de poder com os cidadãos exercendo sua responsabilidade cívica por meio do voto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse cenário, é importante comprometer o indivíduo com essa consciência social, ou seja, aquilo que o conduz à cidadania. As ONGs e o trabalho voluntário, por exemplo, são campos para o desenvolvimento da ética, pois vão além dos Estados nacionais, da política e mesmo da religião.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente, ainda há muitos indivíduos com visão fragmentada da realidade, especialmente na política. Entretanto, agora, mais do que nunca, é imprescindível que se entenda a complexidade do planeta para que se crie uma ética comum ao gênero humano.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trazendo essa problemática para mais perto de nosso cotidiano, termino este texto conclamando você, leitor, à ação. Procure os políticos em quem votou e mostre o seu descontentamento. O Senado Federal abriu um canal de comunicação sobre o Código Florestal. Faça bom uso dele. Complementarmente, há centenas de movimentos e entidades de envergadura (como a OAB, por exemplo) que são contrárias às mudanças propostas ao Código Florestal. Em paralelo, estão ocorrendo diversas manifestações em vários lugares do Brasil. Dê a SUA contribuição à Vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O planeta é similar a um grande ser vivo com as condições ideais para a existência da vida. Estamos tão acostumados com seu equilíbrio natural que nem percebemos quanto ele é frágil. E, caso o pior aconteça, não teremos para onde ir. &amp;nbsp;Se você não se importa com as outras formas de vida, se importe ao menos com a sua vida e com a das pessoas que você gosta. &amp;nbsp;Isso porque o que atualmente chamamos de “desenvolvimento” está se tornando insustentável, inclusive para a espécie humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está em discussão no Senado Federal o PLC 30/2011, que trata da reforma do Código Florestal brasileiro. Você pode participar do debate, encaminhando sua manifestação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www12.senado.gov.br/codigoflorestal/sugestao"&gt;Ajude o Senado a fazer leis melhores. Participe!&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Fontes:&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;MAUSS, Marcel. &amp;nbsp;Ensaio sobre a dádiva. Introdução de Claude Lévi-Strauss, Marques. Lisboa: Edições 70, 1988.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PESSIS-PASTERNAK, Guitta. Do Caos à Inteligência Artificial. São Paulo:Unesp, 1993&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/.../110408_estudochinaipeamre.pdf"&gt;As Relações Bilaterais Brasil-China: A Ascensão da China no Sistema Mundial e os Desafios para o Brasil&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.nytimes.com/2011/05/27/world/americas/27brazil.html?_r=1&amp;amp;pagewanted=all"&gt;China’s Interest in Farmland Makes Brazil Uneasy&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2011/02/07/conexao-atlantico-pacifico-integra-continente-e-facilitara-comercio-exterior"&gt;China Conexão Atlântico-Pacífico integra continente e facilitará comércio exterior&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://colunas.epoca.globo.com/planeta/2011/06/06/o-que-esta-por-tras-das-hidreletricas-da-amazonia/"&gt;Os interesses por trás das hidrelétricas da Amazônia&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/EdgarMorin.pdf"&gt;Os sete saberes necessários à educação do futuro&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/989629154941193519-8802194937117826859?l=blogpensamentoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogpensamentoverde.blogspot.com/feeds/8802194937117826859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogpensamentoverde.blogspot.com/2011/09/odisseia-da-vida-o-desenvolvimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/989629154941193519/posts/default/8802194937117826859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/989629154941193519/posts/default/8802194937117826859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpensamentoverde.blogspot.com/2011/09/odisseia-da-vida-o-desenvolvimento.html' title='A odisséia da Vida O desenvolvimento insustentável e a degradação planetária [um texto de Marcos Torrigo]'/><author><name>V----V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04175752784975827278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Nfbms6DEnZo/SgXZ1aiHNoI/AAAAAAAAAEA/lz4uIrc-4es/S220/cardstrigoi-frente.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-989629154941193519.post-5750328542336493359</id><published>2011-08-10T11:14:00.000-07:00</published><updated>2011-08-10T11:14:38.794-07:00</updated><title type='text'>Código Florestal - Participe é rápido e fácil - salve as nossas florestas e garanta o futuro de nossas crianças</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: grey; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 12px;"&gt;Duas ações importantes: Assine o abaixo-assinado e mande a sua opinião contraria as mudanças no Código Florestal ao Senado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: grey; font-family: 'lucida grande', tahoma, verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 12px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="mts uiAttachmentDesc" style="color: grey; margin-top: 5px; word-wrap: break-word;"&gt;&lt;div class="text_exposed_root text_exposed" id="id_4e42ca2ccefbc4e77197689" style="display: inline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ABAIXO-ASSINADO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A Câmara dos Deputados aprovou em maio um projeto de lei (PLC 30/2011) que modifica, para pior, o Código Floresta&lt;span class="text_exposed_show" style="display: inline;"&gt;l brasileiro. Agora, cabe ao Senado Federal mudar essa realidade. Se você também é contra este projeto de lei e a favor de um bom Código Florestal, assine e divulgue a petição on line, imprima e distribua o abaixo assinado. Faça parte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.florestafazadiferen&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;​ca.org.br/assine/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ENVIE SUA SUGESTÃO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Está em discussão no Senado Federal o PLC 30/2011, que trata da reforma do Código Florestal brasileiro. Você pode participar do debate, encaminhando sua manifestação.&lt;br /&gt;Ajude o Senado a fazer leis melhores. Participe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www12.senado.gov.br/cod&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;​igoflorestal/sugestao&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sugestão-&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros senadores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não concordo com as alterações propostas pelo deputado Aldo Rebelo que não levaram em conta a opinião dos cientistas e especialistas.&lt;br /&gt;Por favor, represente a vontade de 80% dos brasileiros !&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/989629154941193519-5750328542336493359?l=blogpensamentoverde.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://blogpensamentoverde.blogspot.com/feeds/5750328542336493359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://blogpensamentoverde.blogspot.com/2011/08/codigo-florestal-participe-e-rapido-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/989629154941193519/posts/default/5750328542336493359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/989629154941193519/posts/default/5750328542336493359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://blogpensamentoverde.blogspot.com/2011/08/codigo-florestal-participe-e-rapido-e.html' title='Código Florestal - Participe é rápido e fácil - salve as nossas florestas e garanta o futuro de nossas crianças'/><author><name>V----V</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04175752784975827278</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='18' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Nfbms6DEnZo/SgXZ1aiHNoI/AAAAAAAAAEA/lz4uIrc-4es/S220/cardstrigoi-frente.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
